Imagem nas mídias sociais

Hoje é o dia mundial da fotografia! Nessa série de ações que vários sites e fotógrafos fizeram na lembrança da data comemorativa, esta imagem abaixo me chamou atenção, pela relação com o que venho fazendo na pós-graduação. Trata-se de um infográfico no qual apresenta os principais serviços de compartilhamento de imagens utilizados pelos brasileiros na internet. Elaborado pela agência Mentes Digitais.

Assim, trata do início, com o Fotolog, e vai consequentemente apontar como essa relação com a fotografia passa a ter um componente importante no processo, que são as câmeras nos dispositivos móveis. Prova disso é o sucesso do Instagram, que passa a ser um ator fundamental para o entendimento dessa prática de compartilhamento dos últimos dois anos, tendo em vista a aceitação do público e o desenvolvimento dos dispositivos – que passam a diminuir consideravelmente o tempo entre o ato fotográfico e o ato de compartilhar com a rede social do usuário.

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Geotaggers’ World Atlas

Londres, no Geotaggers' World Atlas (Fonte: http://www.flickr.com/photos/walkingsf/4621770253/)

O fotógrafo Eric Fischer criou mapas impressionantes dos lugares que as imagens são tiradas em cinqüenta cidades no mundo, em função da densidade de fotografias tiradas nas mesmas. As localizações das fotos vêm das APIs públicas do Picasa e do Flickr. Os scripts gerados PostScript que depois foram convertidos em JPEGs, como se observa na imagem acima.

Interessante perceber como os mapas do Geotaggers’ World Atlas estão ordenados pelo número de fotos tiradas no cluster central de cada um – provavelmente, regiões da cidade com maior visitação ou pontos turísticos. E Nova York está no topo da lista.

Dessa forma, Fischer comenta sobre o projeto na sua página do Flickr que é um pouco “injusto” para cidades policêntricas como Tóquio e Los Angeles, que tem colocação inferior a outras por existir “lacunas” onde ninguém fez fotos. Se as anotações realizadas através da quantidade de fotografias com geo-localização tomam como base os clusters, é possível que uma cidade como Tóquio possua muito mais fotos, em toda a sua cidade, do que Salvador, por exemplo, e essa última venha a ter um mapa melhor distribuído por fotos; porém, o sistema faz uma média a depender do lugar, dá um parâmetro a partir das regiões com mais fotos na cidade em questão, apenas.

Percebe-se nesse projeto como as cidades estão dispostas como grandes redes, em que é possível compreender como as fotografias se posicionam tendo como base lugares mais interessantes – os hubs. Fazendo uma analogia às redes, da mesma forma os indivíduos se agrupam em torno de hubs, as fotografias se concentram torno destes, que se apresentam de forma geo-localizada.

A cidade se inscreve a partir dos agrupamentos entre regiões tidas como mais interessantes, enquanto as demais ficam esquecidas pelos olhares dos fotógrafos, amadores ou profissionais. Várias implicações pode-se fazer a esse respeito, inclusive políticas: a forma como uma cidade se estrutura em determinados centros – hubs – para receber turistas, em detrimento de outros bairros, que recebem menor atenção para projetos de revitalização e urbanização. Ou de que forma se diminui a visão de que se tem de uma cidade quando toda a atenção se dá apenas em pontos específicos, que prescrevem um discurso monopolizante de um dado espaço.

Veja mais em: http://www.flickr.com/photos/walkingsf/sets/72157623971287575/map/