Imagem nas mídias sociais

Hoje é o dia mundial da fotografia! Nessa série de ações que vários sites e fotógrafos fizeram na lembrança da data comemorativa, esta imagem abaixo me chamou atenção, pela relação com o que venho fazendo na pós-graduação. Trata-se de um infográfico no qual apresenta os principais serviços de compartilhamento de imagens utilizados pelos brasileiros na internet. Elaborado pela agência Mentes Digitais.

Assim, trata do início, com o Fotolog, e vai consequentemente apontar como essa relação com a fotografia passa a ter um componente importante no processo, que são as câmeras nos dispositivos móveis. Prova disso é o sucesso do Instagram, que passa a ser um ator fundamental para o entendimento dessa prática de compartilhamento dos últimos dois anos, tendo em vista a aceitação do público e o desenvolvimento dos dispositivos – que passam a diminuir consideravelmente o tempo entre o ato fotográfico e o ato de compartilhar com a rede social do usuário.

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Apresentação no seminário Lugares da Sociabilidade

O evento foi, a meu ver, bastante produtivo e enriquecedor. Principalmente pelo fato de eu ter conhecido um pouco mais das pesquisas do pessoal do Grupo de Pesquisa em Cibercidades (GPC). Pois frequentemente falta um maior diálogo, no geral, entre grupos de pesquisa; e o problema é maior quando se constata ocorrer em grupos pertencentes a um mesmo programa de pós-graduação que, apesar de terem afinidades, não conseguem criam essas parcerias. Parabéns ao pessoal que organizou, e ainda conseguiu transmitir ao vivo pelo justin.tv.

Segue abaixo a minha apresentação no seminário Lugares da sociabilidade (via slideshare):

Humanos e não-humanos no compartilhamento de fotografias

Venho estudando, por esses dias, a emergência de humanos e não-humanos em redes de compartilhamento de fotografias. Para tanto, utilizo a Teoria Ator-Rede para a compreensão da dinâmica das interações em um post no site Flickr.

Acredito que compreender a dinâmica das redes sociais requer uma análise não apenas nos processos de interação decorrentes de dois ou mais indivíduos. É necessária a atenção para a presença de atores não-humanos também intervenientes no referido processo. Trazendo a discussão para internet, é preciso se dar conta da presença de variáveis técnicas específicas para cada ambiente interativo, nos quais produzem mecanismos de interação que os tornam únicos, sendo assim difícil de transportar as mesmas dinâmicas de um ambiente a outro.

Essas variáveis técnicas são fornecidas pela equipe desenvolvedora dos sites, numa busca constante por promover mecanismos para o estabelecimento de estratégias de representação e de interação entre usuários – ainda que nem sempre alterações e inserções de novas ferramentas no sistema venham a ser bem recebidas pelo público. E a Teoria Ator-Rede pode ajudar na busca por compreender como actantes oriundos de diversas situações – humanos ou não – se inscrevem em um determinado processo de modo a criar redes heterogêneas.

Redes heterogêneas
A Teoria Ator-Rede pesquisa os processos de interação na sociedade, mas sem ignorar o ambiente em que se dá a situação e a presença de outros actantes – no caso, os não-humanos –, os quais também fazem parte do processo, sem a existência de uma hierarquia. Heterogeneidade é um aspecto central de uma rede estável. Quanto mais diversos elementos estão inter-relacionados, mais complexa e estável a rede se torna.

Essa seria o que John Law[1] considerou como uma rede heterogênea. Ou seja, Law diz que o conhecimento adquirido pelos actantes humanos é incorporado em uma variedade de formas materiais. Em uma rede desse tipo, cada elemento é mantido no lugar através de um conjunto heterogêneo de vínculos com outros actantes; a fim de desvincular múltiplos actantes determinados, múltiplas conexões têm de ser desatadas.

A resposta da Teoria Ator-Rede sobre de que modo essas redes são concebidas é de que são o produto final de um trabalho de informações e partes diversas: tubos de ensaio, organismos, mãos hábeis, microscópios eletrônicos, cientistas, artigos, terminais de computador, dentre outros; estes funcionam isoladamente, mas são justapostos numa rede. Sobre isto, assim como nas interações face-a-face, existe uma variável técnica que opera no sentido de possibilitar certas condições para o estabelecimento de interações, de laços de um actante humano na rede.

Este, então, é um dos problemas de pesquisa da Teoria Ator-Rede: a preocupação com a forma em que actantes e organizações mobilizam, justapõem e unem os pedaços dos quais são compostos; como eles às vezes são capazes de impedir os pedaços de seguir suas próprias inclinações e formas de devir; e como conseguem, a partir disto, virar uma rede de um conjunto heterogêneo de pedaços, cada um com suas próprias inclinações.

Flickr
Se pensada a questão a partir do que preceitua a Teoria Ator-Rede, todos os recursos presentes num post, a promover interações e representações, podem ser compreendidos como os actantes, nos quais podem ser gerenciados pelos próprios usuários postam a foto, por aqueles que interagem ou pelo próprio sistema. Estes aparecem de modo a fomentar as interações possíveis a partir do que uma fotografia pode representar para os indivíduos e aos demais.

Indicação (em vermelho) de actantes presentes em um post do Flickr

As interações feitas pelos usuários em um dado post são fundamentais no rumo em que uma dada foto pode ser compreendida pelos demais usuários; ou seja, o processo de representação de um usuário só se completa a partir da interação com os demais. Assim como sugere a Teoria Ator-Rede, a essência é a ação: o momento em que actantes se dão ao encontro. Por exemplo, um comentário em uma dada foto pode alterar toda a ordem de um discurso presente em um post; ainda, pode até fazer com que a foto tenha menos importância para aqueles que interagem no mesmo, para ser assim tomado como foco de atenção o que foi comentado pelos usuários.

Trabalhando em conjunto, os actantes presentes no Flickr possibilitam a formação de redes heterogêneas, pois é no conjunto das ações desenvolvidas que se dá a emergência de toda uma dinâmica das interações no ambiente do referido site. E é isto que possibilitará o estabelecimento de laços nessas redes, de acordo com os interesses de cada um.

Acredita-se que a Teoria Ator-Rede possa inclusive ser importante para questionar a concepção tradicional que se tem de redes sociais na internet, tendo em visto o modo como se valoriza a presença de outros actantes exteriores ao próprio indivíduo: aparecem como apenas um suporte, um meio para a interação entre humanos; não há a devida compreensão da simetria entre humanos e não-humanos, dependentes entre si.

É isto, e mais um muito, que posteriormente vou trabalhar.


[1] Artigo Notes on the theory of the actor­network: ordering, strategy and heterogeneity (1992). Vale também salientar que o termo actante é utilizado pela Teoria Ator-Rede para designar aqueles que agem em uma determinada situação.

A Teoria Ator-Rede pesquisa os processos de interação na sociedade, mas sem ignorar o ambiente em que se dá a situação e a presença de outros actantes[1] – no caso, os não-humanos –, os quais também fazem parte do processo, sem a existência de uma hierarquia. Heterogeneidade é um aspecto central de uma rede estável. Quanto mais diversos elementos estão inter-relacionados, mais complexa e estável a rede se torna.


[1] O termo é utilizado pela Teoria Ator-Rede para designer aqueles que agem emu ma determinada situação.

Mídias sociais e representação: alguns apontamentos temporais

Trazendo essa para o campo teórico da comunicação, Scott Lash, em seu livro Critique of information, faz uma distinção entre os meios de comunicação de massa e aqueles anteriores a estes. Para ele, a diferença se dá principalmente numa dimensão temporal.

Os meios massivos operam, via de regra, por meio da apresentação: apenas apresentando a informação – ainda que não possa ser ignorado o juízo de valor do repórter. Há obviamente convenções e protocolos para a produção da informação: se é um telejornal ou um jornal diário, por exemplo. Porém, isto são protocolos, métodos para apresentação, e não representação. Eles compreendem um enquadramento da apresentação dos assuntos, a depender do veículo; e tratam de uma seleção de sinais cujos espectadores recebem. E a duração de cada meio concebido – um telejornal, um jornal diário, um programa de rádio – é até a próxima edição desse meio. Ou seja, após um tempo, a informação é ressignificada apenas pelos desdobramentos em edições posteriores dos veículos, e não por outros atores (recepção). A não ser que estes influenciem diretamente o curso do próprio desenrolar dos fatos…

Já com relações às mídias anteriores a estas, opera-se por meio da representação: acadêmicos, pintores, atores, escritores, dentre outros, trabalham em uma duração do tempo maior. Um livro pode ter influência por anos, ser discutido décadas depois, ou pode demorar anos para ser escrito – uma escala de tempo diferente da de um jornalista. Concerne ao espectador sempre ressignificar os discursos: contrapondo, acrescentando ou reformulando-os.

Se levarmos em conta a possibilidade das mídias sociais, é possível refletir que estes, assim como as mídias anteriores às massivas, operam por meio da representação, pois os usuários sempre combinam as informações recebidas com as que possui, e trabalham na produção de sentido diferente dos padrões de broadcasting[1]. Comparado aos meios massivos, o conteúdo gerado pelos usuários nas mídias sociais não requer a velocidade das primeiras para a aproximação do usuário com o conteúdo produzido pelos demais. Pois a informação estará sempre presente, acessível para aqueles interessados em interagir com esta. Ainda que atualizações venham a ter maior destaque à posts mais antigos, é possível ainda interagir com estes; além do que, não existe a urgência pelo consumo da informação postada.

Ainda, cada novo conteúdo inserido em um mesmo post, alterará o modo como a percepção do todo operará na representação. Tomando como análise um post no site Flickr, cada novo comentário terá a potência de uma nova informação presente no mesmo conteúdo. Portanto, novas possibilidades de ressignificação da mesma foto podem ser construídas de acordo com a recepção que um dado conteúdo inserido tiver sobre os usuários interagem com essa foto. Como exemplo, no post da usuária Dilma Rousseff (11 de abril) na qual ela registra o uso do Twitter pela primeira vez.

Post da usuária Dilma Roussef, candidata nessas eleições. Fonte: http://www.flickr.com/photos/dilma-rousseff/4512632528/

Post da usuária Dilma Rousseff, candidata a presidente; comentários ressignificam o discurso.

É possível perceber, no post, que Dilma procura se representar como alguém iniciando uma “vida” de usuária de plataformas de redes sociais na internet, ao mesmo tempo que revela ser a própria quem atualiza, e não uma assessoria. Sem esquecer o fato dela ser candidata nas eleições para presidente desse ano, um usuário do Flickr comentou no post sobre o fato de que, por só estar nesse ano fazendo uso dessas mídias sociais, toda sua participação se configura como mais uma “ação eleitoreira”, e não uma vontade dela em interagir com os usuários por outros moitvos. Daí, a discussão no post foi direcionada para essa questão, e vários usuários tentaram defendê-la argumentando que Dilma não é “oportunista”, ou que sempre foi aberta a ouvir as pessoas, enquanto, por outro lado, usuários chamaram-na de “mentirosa”, que estaria “posando de conectada” – dando a entender que não é ela quem mantém suas contas no Twitter e Flickr.

Nesse exemplo, percebe-se uma atitude reflexiva: tanto por parte de quem emite mensagem – configurada através de estratégias de gerenciamento da expressão emitida – como por parte de quem recebe – aqueles que recombinaram o discurso inicial centrando numa discussão acerca de comentários surgidos à foto, ressignificando assim de acordo com as discussões surgidas nos comentários ao post.

Numa dimensão temporal, as mídias sociais têm a maior duração também devido ao fato que não operam necessariamente baseadas na velocidade das informações, que possam manter os espectadores abastecidos por desenrolares de um dado assunto na agenda da mídia – a exemplo do post supracitado. Não se pretende, aqui, julgar que há um movimento em direção a resgatar o poder de representação da mídia, mas sim uma conseqüência das possibilidades oferecidas com a web 2.0.


[1] É necessário uma ressalva, aqui, quanto ao impacto de uma notícia em um determinado indivíduo, que pode criar um determinado quadro sobre um dado assunto e/ou influenciar no seu comportamento perante ao mesmo – ainda que isto possa ocorrer de forma inconsciente. Sem esquecer também do poder de uma determinada notícia se fazer num conjunto: a inserção de um quadro na agenda de um veículo sobre um determinado tema pode formar a opinião dos seus leitores, ouvintes ou telespectadores.

Novo flickr ou nova página de fotos?

Reprodução da nova página do site; mudanças passam a vigorar nas próximas semanas

A partir da próxima semana, o Flickr apresenta a nova página de exibição de fotos disponível para todos os usuários[1]. Em seu blog oficial, anunciou a nova página de fotos, prometendo que “descobrir, compartilhar e organizar suas fotos ficou ainda mais fácil”. A questão que me proponho a refletir aqui: o que há de novo? Fazendo aqui uma análise do que tem de novo, ou diferente, procuro enfocar na página de imagens do usuário – naquela que foi clicada para visualização em tamanho maior, para se ter mais informações da mesma ou para querer interagir: comentando, “favoritando”, inserindo tags etc.

Página de exibição
As fotos agora estão bem maiores. E o tamanho acompanha também a nova resolução do site, que passa a ser 1024×768. A justificativa, segundo o post no blog oficial, é conveniente: “Suas fotos ficam melhores quando elas são grandes”. Tal discurso é corroborado tanto por designers, ao pensar na diagramação de uma mídia impressa ou num site, como por estudiosos do campo da arte e curadores. Imagens maiores causam maior impacto na visualidade das mesmas, para o espectador. Por isto, costuma-se em uma exposição dar ênfase aos quadros com maiores dimensões e nos jornais e sites as notícias “mais importantes” aparecem com fotos em maiores dimensões – ou adotam outra estratégia: as melhores fotos têm privilégio, sendo exibidas em maior dimensão a fim de tomar a atenção do leitor pela qualidade da mesma.

Título da foto, que agora aparece abaixo da mesma. Ou não parece também uma legenda?
Título da foto, que agora aparece abaixo da mesma. Ou não parece também uma legenda?

Quanto ao título e legenda das imagens, o que pode ser chamado de título aparece abaixo destas, antes da legenda. De acordo com a equipe de desenvolvedores, a idéia do título da foto está próximo da descrição da foto é para ressaltar as informações. De fato, percebe-se um maior destaque na foto, em detrimento do título da mesma – que passa a funcionar como um título da legenda a partir de agora; essa minha percepção é reforçada quando se vê fotos em que não há legendas, mas apenas título, como na reprodução desse post abaixo.

Já com relação às demais informações da imagem, percebeu-se uma preocupação em que o usuário a visualizar uma imagem possa ser levado a outras que sejam de seu interesse, quando eles remodelaram o que eles chama de “rolo de filme”: as imagens que aparecem em menor tamanho ao lado direito agora são cinco, e são facilmente acessadas entre as da galeria do usuário, dos álbuns nos quais a imagem pertence e nos grupos em que o usuário postou a mesma. Isto facilita a navegação, e a possibilidade de você ser levado a outras imagens do seu interesse.

No que se refere às ações que apareciam acima da foto – adcionar tags, notas ou pessoas, favoritar – somem os ícones e passam a ser apenas um menu de ações. Os desenvolvedores pretenderam com isto dar ênfase as imagens, evitando perder o foco da atenção com a quantidade de botões que apareciam acima da imagem. Só uma pesquisa mais aprofundada compreenderia se as ações, da forma como apareciam, realmente “atrapalhavam” a visualização. Do ponto de vista do usuário, achei que ficou menos informações expostas de uma só vez, o que é melhor.

Por fim, no que se refere ao novo recurso de visualização em maiores tamanhos, essa função dá uma nova dinâmica, pois é possível que amplie o tamanho da imagem sem necessariamente ir para a página em que se vê todos os tamanhos possíveis da mesma. É interessante pelo fato de não ser mais necessário ficar carregando novas páginas para ter que ver uma imagem ampliada.

Questionando…
Como se percebeu, as alterações foram todas no sentido de dar ainda mais ênfase nas imagens em si. Quero compreender melhor essa estratégia que, a meu ver, não é apenas para aprimorar o layout, mas também naquilo que lanço como hipótese: em virtude de outros sites de redes sociais[2] que agora passam a ter álbuns de fotos com cada vez mais recursos para interagir e navegar, o Flickr investe ainda mais na visualização dos posts dos usuários no sentido de enfatizar a qualidade das fotos em um sentido estético, ao mesmo tempo enfatiza a qualidade dos seus usuários fotógrafos.

Ou seja, as fotos no Flickr são também para apreciadores da fotografia, que valorizam a foto em si e não apenas para aqueles interessados em compartilhar fotos de viagens, festas ou encontros com os amigos, por exemplo. Sem esquecer que estas possam vir a ter uma ênfase também em questões voltadas ao enquadramento, exposição, jogo de luz e sombra, enfoque, dentre outros discursos técnicos ou estéticos que possam ser compartilhados; porém a interação acima de tudo se baseia no interesse dos atores envolvidos: para quem apenas quer compartilhar experiências cotidianas com amigos, essas questões supracitadas são deixadas em segundo plano.

Daí o título desse post vir seguido de uma interrogação, no sentido de tentar refletir de que forma essa atualização opera no sentido de ajudar a alterar a forma como o Flickr se situa nesses sites promotores de redes sociais.


[1] Quem é cliente Pro já pode fazer o “upgrade” para a nova página de fotos
do site.
[2] Principalmente os sites de relacionamento e aqueles que servem como
auxiliar ao twitter, para se poder postar fotos e enviar tweets das mesmas.

Geotaggers’ World Atlas

Londres, no Geotaggers' World Atlas (Fonte: http://www.flickr.com/photos/walkingsf/4621770253/)

O fotógrafo Eric Fischer criou mapas impressionantes dos lugares que as imagens são tiradas em cinqüenta cidades no mundo, em função da densidade de fotografias tiradas nas mesmas. As localizações das fotos vêm das APIs públicas do Picasa e do Flickr. Os scripts gerados PostScript que depois foram convertidos em JPEGs, como se observa na imagem acima.

Interessante perceber como os mapas do Geotaggers’ World Atlas estão ordenados pelo número de fotos tiradas no cluster central de cada um – provavelmente, regiões da cidade com maior visitação ou pontos turísticos. E Nova York está no topo da lista.

Dessa forma, Fischer comenta sobre o projeto na sua página do Flickr que é um pouco “injusto” para cidades policêntricas como Tóquio e Los Angeles, que tem colocação inferior a outras por existir “lacunas” onde ninguém fez fotos. Se as anotações realizadas através da quantidade de fotografias com geo-localização tomam como base os clusters, é possível que uma cidade como Tóquio possua muito mais fotos, em toda a sua cidade, do que Salvador, por exemplo, e essa última venha a ter um mapa melhor distribuído por fotos; porém, o sistema faz uma média a depender do lugar, dá um parâmetro a partir das regiões com mais fotos na cidade em questão, apenas.

Percebe-se nesse projeto como as cidades estão dispostas como grandes redes, em que é possível compreender como as fotografias se posicionam tendo como base lugares mais interessantes – os hubs. Fazendo uma analogia às redes, da mesma forma os indivíduos se agrupam em torno de hubs, as fotografias se concentram torno destes, que se apresentam de forma geo-localizada.

A cidade se inscreve a partir dos agrupamentos entre regiões tidas como mais interessantes, enquanto as demais ficam esquecidas pelos olhares dos fotógrafos, amadores ou profissionais. Várias implicações pode-se fazer a esse respeito, inclusive políticas: a forma como uma cidade se estrutura em determinados centros – hubs – para receber turistas, em detrimento de outros bairros, que recebem menor atenção para projetos de revitalização e urbanização. Ou de que forma se diminui a visão de que se tem de uma cidade quando toda a atenção se dá apenas em pontos específicos, que prescrevem um discurso monopolizante de um dado espaço.

Veja mais em: http://www.flickr.com/photos/walkingsf/sets/72157623971287575/map/